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A Era dos nutracêuticos, alimentos funcionais e suplementos

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Com a evolução das sociedades e o avanço das tecnologias, a informação está cada vez mais acessível, principalmente a relacionada à saúde e a prevenção de doenças. De outro lado, o tempo para as refeições saudáveis tem diminuído bastante. Para suprir essas necessidades, os consumidores recorrem aos nutracêuticos, alimentos funcionais e suplementos alimentares. Mas qual é a diferença entre estes produtos? Quando e como devemos utilizá-los?

Os nutracêuticos são alimentos ou partes deles que proporcionam bem estar e qualidade de vida. Tais alimentos podem abranger nutrientes isolados, suplementos dietéticos em cápsulas e dietas até produtos beneficamente projetados, herbais e alimentos processados. Vários nutracêuticos podem ser produzidos com o uso de microrganismos chamados GRAS (Generally Recognized as Safe) e classificados genericamente como fibras dietéticas, ácidos graxos poliinsaturados, proteínas, peptídios, aminoácidos (ou cetoácidos), minerais, vitaminas antioxidantes e outros antioxidantes (glutationa, selênio).

Nutracêutico significa a junção das palavras nutrient (nutriente) e pharmaceutics, ou seja, a forma de apresentação similar aos medicamentos, como cápsulas, cápsulas gelatinosas ou até mesmo soluções prontas para o consumo. Eles incorporam frequentemente extratos produzidos a partir de alimentos, de substâncias sintetizadas ou de vegetais, como a cafeína extraída do guaraná.

Já os alimentos funcionais são idênticos aos convencionais consumidos numa dieta normal, e além de satisfazerem as funções nutritivas básicas, procura compensar e corrigir problemas de saúde crônicos, como hipertensão. O termo “alimentos funcionais” surgiu no Japão em meados dos anos 80 e se refere aos alimentos processados com ingredientes que auxiliam funções específicas do corpo, sendo definidos como “Alimentos para uso específico de saúde” (Foods for Specified Health Use – FOSHU) em 1991.

Para o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentos (MAFF) do Reino Unido, alimento funcional é aquele “cujo componente incorporado oferece benefício fisiológico e não apenas nutricional”, distinguindo alimentos funcionais daqueles fortificados com vitaminas e minerais.

Já o conceito de suplementos alimentares começou a ser desenvolvido há cerca de cem anos por Gowland Hopkins. Hoje, os suplementos são usados para acrescentar a dieta normal. Pretende-se, com o uso deles, complementar, corrigir ou adaptar dietas para cada indivíduo. Eles são utilizados preferencialmente por esportistas, pois podem fornecer nutrientes necessários às demandas elevadas pelo esporte. Bebidas, barras, refeições líquidas e suplementos de micronutrientes fazem parte de um plano alimentar prescrito para auxiliá-los a atingir suas necessidades especiais e em situações em que a alimentação habitual não consegue suprir.

O aumento do conhecimento sobre a nutrição e o avanço sobre as características de cada indivíduo tornam possível personalizar cada dieta, modulando a nutrição conforme as necessidades e limitações individuais para prevenir doenças e melhorar a saúde. Com isso, haverá uma quantidade cada vez maior de produtos que ofereçam soluções às pessoas que desejam viver o dia a dia com mais intensidade, dominando melhor o seu ritmo nas 24 horas do dia. Haverá produtos de consumo que acompanham o estilo de vida de cada um. Conhecendo o perfil da população moderna, mais preocupada com a saúde e o bem estar, haverá crescimento no consumo dos alimentos funcionais seguros e legalizados, que aumentarão diariamente o desempenho físico e mental, elevando a qualidade de vida e a autoestima.

Por Kali Nardino

Foto: Divulgação

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