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Dia Mundial de Combate ao Câncer
A mamoplastia de aumento – o famoso implante de silicone já foi realizada por mais de dois milhões de mulheres em todo o mundo, e a maioria delas tem necessidades puramente estéticas.
São vários os motivos que levam uma mulher a realizar uma cirurgia para aumento das mamas: está descontente com os seus seios porque são pequenos, são desproporcionais em relação ao corpo ou cada seio tem um tamanho diferente e também por motivos de reconstrução devido a doença ou acidente. De acordo com o Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, em cerca de 80% dos casos não há nenhuma necessidade médica e as pacientes buscam apenas mudanças na aparência. Os outros 20%, indiretamente, também intentam melhorias estéticas, mas se referem às cirurgias de reconstrução, pós-tratamento para o câncer mamário.
Ao pensar em colocar a prótese, uma das maiores dúvidas que as mulheres têm é se ela pode levar ao câncer de mama. A doença é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, com cerca de 50 mil novos casos por ano no Brasil e uma incidência estimada em 51 casos a cada 100 mil mulheres. Dra. Cristiane Mendes, médica que atua no diagnóstico por imagem e intervenção em mama no Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA, explica que não há nenhuma comprovação científica entre colocação de implantes mamários e aumento do risco de câncer de mama, mas orienta as mulheres que venham a fazer esta cirurgia estética, que procurem conversar com o médico responsável sobre a melhor forma de colocação da prótese.
A médica fala que é imperativo levar em conta, também, se a paciente é de alto risco para câncer de mama (história familiar de mãe, irmã ou filha com este tipo de neoplasia), além de considerar o biótipo da paciente e a finalidade da cirurgia, que pode ser estética ou reparadora.
Os exames indicados para mulheres com ou sem prótese são os mesmos e a partir da mesma idade. A partir dos 40 anos, é indicado que a mulher faça anualmente uma ecografia mamária e a mamografia. Em casos de suspeitas de complicação, também é indicada a ressonância mamária. Caso seja detectada a doença em uma mulher que tenha prótese, o tratamento também deverá ser igual. Normalmente, é feita uma cirurgia de retirada do nódulo, podendo ser seguida de rádio e quimioterapia.
Os principais sintomas e sinais da doença são nódulo endurecido indolor na mama, a maioria descoberto pela própria paciente. Sintomas menos frequentes incluem dor, secreção mamilar, erosão, retração da pele, prurido, vermelhidão e massa axilar.
Fonte para entrevista: Dra. Cristiane Vieira Lima Mendes: (71) 8869-4040.
Fonte: Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery




















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